Esse período tem 355 posts encontrados
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (30) proibir a circulação de pessoas armadas nos locais de votação no primeiro e no segundo turnos das eleições, que serão realizados nos dias 2 e 30 de outubro. Conforme a decisão, quem possui porte de arma não poderá entrar armado nas seções eleitorais ou permanecer armado no perímetro de 100 metros do local de votação. A restrição atinge os chamados CACs, grupo de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores que possuem registros legalizados de armamento e munição. Pela medida, somente integrantes das forças de segurança que vão trabalhar na eleições poderão estar armados. Contudo, eles só poderão entrar nos locais de votação se forem autorizados pelos responsáveis pelas seções eleitorais. As regras valerão por 48 horas antes do pleito, durante o dia de votação, e um dia após o turno de votação. Durante a sessão, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o descumprimento da resolução pode caracterizar crime eleitoral e porte ilegal da arma. O relator da questão, ministro Ricardo Lewandowski, disse que houve aumento na concessão de registros de armamentos e citou a polarização política para estabelecer a restrição. Para justificar a medida, o ministro fez alusão a uma norma da legislação eleitoral que impede a entrada de militares armados nas seções sem autorização da equipe de mesários. De acordo com Lewandowski, "armas e votos são elementos que não se misturam". "A ideia subjacente à proibição da presença de pessoas armadas nos locais de votação é proteger o exercício do sufrágio de qualquer ameaça, concreta ou potencial, independentemente de sua procedência", afirmou. O voto foi acompanhado pelos ministros Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Cármen Lúcia, Carlos Horbach e o presidente, Alexandre de Moraes.
Está cada vez mais comum bebês nascendo sem ‘avisar’ que estão na barriga da mãe. O caso mais novo foi o de Kelly Aparecida Marques, de 38 anos, que sentiu uma dor e, do nada, deu à luz dois meninos prematuros, Daniel e Davi. Ela, que é operadora de caixa de um supermercado no município de Guarulhos, em São Paulo, contou que os filhos nasceram após semanas de gestação, sem sentir absolutamente nenhum sintoma de gravidez. Eles foram registrados no dia 16 de agosto, depois que ela teve dores na região da barriga. O marido de Kelly, Regivan Gomes, comentou ao UOL que a esposa não conseguia ficar parada devido a dor. Com a situação se agravando, ele desconfiou que a matriarca da família estaria entrando em trabalho de parto. O pintor ligou para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e recebeu ajuda de um médico por telefone. O primeiro filho, Daniel, nasceu em posição invertida, sendo levado para a maternidade após a chegada do Samu. Na unidade de saúde, ela recebeu o segundo bebê, Davi. Durante os nove meses, Kelly não sentiu enjoos, nem dores, apenas uma parte da barriga um pouco mais dura. No entanto, ela não desconfiou em nenhum momento que estaria esperando gêmeos. A barriga também não cresceu, o que dificultou ainda mais. Outra informação é que Kelly sempre tem atraso na menstruação. “Até comentei com uma amiga do trabalho que achava que estava com uma coisa no estômago, porque minha barriga tinha ficado dura na região do estômago, mas até então não tinha sentido enjoo, nem bebê mexer, nem nada”, disse. Os gêmeos ficarão no hospital até ganharem peso. Kelly vai à unidade de saúde todos os dias para amamentar os bebês. Até o momento, o casal está sobrevivendo das doações que vizinhos estão ajudando.
A candidata à Presidência da República Soraya Thronicke (União Brasil) foi beneficiada com R$ 95,2 milhões em emendas do orçamento secreto nos últimos três anos. Ela é senadora por Mato Grosso do Sul e foi aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas rompeu com ele por discordar da condução do governo na pandemia da Covid-19. Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, além de Soraya, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) apadrinhou R$ 19,2 milhões em emendas secretas em 2020. Ela concorre ao cargo de vice-presidente na chapa de Simone Tebet (MDB), que tem classificado o orçamento secreto como o "maior esquema de corrupção do planeta". Simone declara não ter recebido nenhum valor. As três são as únicas parlamentares que disputam a presidência na eleição deste ano. O orçamento secreto consiste na liberação de verbas federais para deputados e senadores sem transparência. A liberação se tornou um dos maiores escândalos do governo Bolsonaro e chegou a ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, mas foi destravada após reação do Planalto e da cúpula do Congresso.
Uma mulher de 40 anos teve a orelha arrancada e o rosto desfigurado pelo filho e pela nora, após um ataque na zona rural de Pedrão, cidade a cerca de 120 km de Salvador. O caso aconteceu no último sábado (27) e, nesta terça-feira (30), é investigado pela Polícia Civil. A vítima, Maria de Fátima Alves contou ao G1 que, desde que começou o relacionamento com a atual companheira, o filho mudou de comportamento. O casal é usuário de drogas e esta foi a terceira vez que os dois a agrediram. Segundo a vítima, essas agressões foram cometidas porque ela tentou aconselhar o filho com relação ao consumo das drogas. Assim como este ataque, os dois anteriores também foram registrados em delegacia. Maria de Fátima já tinha uma medida protetiva de segurança em favor dela. “Perdi a orelha e quase perdi a audição também. A médica disse que foi por muito pouco. No rosto eu não precisei levar ponto, mas ainda está muito inchado”. O filho de Maria de Fátima foi preso em flagrante ainda no sábado. O mais velho de sete irmãos, desta vez ele segue detido – diferentemente das agressões anteriores – por causa da infração à medida protetiva. Já a nora fugiu do local e ainda não foi encontrada.
O Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA) relatou que os postos de abastecimento vem tendo dificuldades na distribuição de gasolina e diesel na Bahia. De acordo com o pronunciamento da instituição feito nesta terça-feira (30), os problemas com a recepção dos combustíveis vêm acontecendo desde a semana passada. “Há uma semana estamos recebendo reclamações quanto à dificuldade de abastecimento pelas distribuidoras e não temos qualquer informação sobre os motivos dessa restrição em vender os produtos aos postos”, afirmou o presidente do Sindicombustíveis, Walter Tannus. O representante do sindicato disse que revendedores de combustíveis de todas as regiões do Estado têm relatado restrição no fornecimento da gasolina e do diesel por parte das distribuidoras e que já há informações de falta de produtos em alguns pontos de venda.
O Brasil completou 15 dias seguidos com média móvel de mortes por Covid abaixo de 200 óbitos por dia. O país registrou 170 mortes por Covid e 13.856 casos da doença, nesta segunda-feira (29). Com isso, chega a 683.718 vidas perdidas e a 34.394.932 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. A média de mortes agora é de 139 por dia, redução de 21% em relação ao dado de duas semanas atrás. A média móvel de casos 15.028 ao dia, também uma queda de 21%. Nos finais de semana, segundas e feriados, os números da pandemia costumam ser menores, por atrasos de notificação nas secretarias de saúde. Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais. Ao todo, 180.720.131 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 170.069.429 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. Assim, o país já tem 84,12% da população com a 1ª dose e 79,17% dos brasileiros com as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen. Até o momento, 101.872.817 pessoas já tomaram a terceira dose e 28.071.558 a quarta. O consórcio reúne também o registro das doses de vacinas aplicadas em crianças. Com a ampliação da faixa etária que pode receber a vacina contra a Covid, o consórcio agora apresenta a população de 3 a 11 anos imunizada. Nessa faixa, a fatia parcialmente imunizada (com somente a primeira dose de vacina recebida) é de 52,51% e a que recebeu a segunda dose é de 35,14%. Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.
Para uma plateia de empresários do setor de infraestrutura, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que Petrobras, Caixa e Banco do Brasil não serão privatizadas em um eventual novo governo do PT. Vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto, Alckmin representou o petista em um evento organizado pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) na tarde desta segunda-feira (29), em São Paulo. A fala de Alckmin sobre privatizações foi recebida sem muito entusiasmo pela plateia. Questionado sobre ativos importantes, como Petrobras, Caixa e BB, serem sempre citados como possíveis projetos de privatização, o candidato falou sobre o destino de estatais federais grandes, como essas três, e sobre o que poderia ser privatizado, caso o ex-presidente Lula volte ao Planalto. "Empresas que são grandes estatais federais são essas três, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras, praticamente. As restantes são empresas menores. Se pegarmos as três grandes empresas, não é prioridade privatizar nenhuma [delas]. Já temos bancos de menos, se for reduzir ainda mais... O que precisamos é reduzir o custo do dinheiro." Ainda assim, Alckmin não deixou de criticar outras empresas estatais. "O Brasil tem uma coisa esquisita, e os estados também têm: empresa dependente do Tesouro. Elas deveriam ser autarquias. Se a empresa não tem recursos próprios para se manter, que empresa é essa?", questionou.
O movimento lembra mais o Alckmin que usou uma jaqueta bege com os emblemas do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e Correios –quando concorria à Presidência, em 2006, contra Lula, que o tachou à época de privatista– e o recuo feito por ele em 2018, ao também descartar a venda dos dois bancos públicos e a exploração de petróleo em águas profundas, do que o legado de privatizações dos governos do PSDB, sigla pela qual o ex-governador concorreu até as últimas eleições. O político, que tem funcionado como uma ponte entre o ex-presidente Lula e os empresários, manteve uma estratégia pela qual ficou conhecido: relembrar histórias da época em que foi prefeito de Pindamonhangaba (SP) e o período em que ocupou o Palácio dos Bandeirantes. Ele, que se apresentou aos empresários como um "copiloto" de Lula, também não deixou de costurar exemplos de obras suas como governador com o que considera avanços dos governos petistas, como um melhor desenho dos modelos de concessões. No evento, o ex-governador também defendeu a retomada de investimentos públicos e disse que, para isso, o Brasil precisa sinalizar para o mundo que possui uma democracia estável. "Sem democracia, não tem como ir bem na economia." Ele pontuou, ainda, a necessidade de o país avançar nas concessões e nas PPPs (Parcerias Público-Privadas), sem desconsiderar a atuação, como garantidor, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O encontro desta segunda contou, ainda, com Felipe d'Avila (Novo), o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (que representou a candidata Simone Tebet, do MDB) e Ciro Gomes (PDT). O presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi convidado e encerraria o ciclo de debates, mas não havia confirmado presença até esta segunda e não participou do evento. Segundo a entidade, a organização da campanha também não justificou a ausência de Bolsonaro, que havia cancelado outros compromissos mais cedo. Participação de Ciro tem clima descontraído Candidato pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes também pareceu confortável no encontro, um dia após ter participado do primeiro debate entre candidatos à Presidência, e chegou a arrancar risos da plateia em mais de uma ocasião. Antes do evento, Ciro disse à imprensa que o debate permitiu demonstrar o embate entre um Brasil "velho" e "rancoroso" –que, segundo ele, teria sido representado pelo confronto entre Lula e Bolsonaro– e também permitiu dar sinais de uma mudança de modelo econômico. "Esse projeto está pronto e eu tive a oportunidade de anunciá-lo." "O modelo econômico é uma coisa muito prática, aponta qual é o papel do capital privado. Não há precedentes na história da humanidade, nenhuma experiência de nação que tenha lançado sua infraestrutura sem a presença do Estado", disse Ciro à plateia. Mais cedo, d'Avila, do Novo, havia criticado as gestões petistas no manejo das demandas de infraestrutura. "Foi no governo desastroso do PT, em que a infraestrutura virou cabide de empregos no Brasil", disse o candidato. Ele também afirmou que parte do setor privado descobriu que é mais fácil "capturar governo do que capturar mercado". Para retomar o investimento público ele defende a retomada do teto de gastos. "Precisamos enfrentar o excesso de gastos com pessoal, enfrentar a reforma administrativa e dar mais poder para estados e municípios." Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador da campanha de Tebet, defendeu modificações no teto de gastos para reabrir a possibilidade de investimentos em áreas importantes para o país.
A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, em uma ofensiva nas redes sociais, que o petista pretende pagar uma parcela adicional de R$ 150 por criança de até seis anos beneficiária do Auxílio Brasil -que voltaria a se chamar Bolsa Família. O valor se somaria ao piso de R$ 600, que Lula já disse que pretende manter. Hoje, o benefício permanente do programa é de ao menos R$ 400, e os outros R$ 200 têm prazo de validade até o fim deste ano. Em julho, cerca de 8,8 milhões de crianças entre zero e seis anos eram alcançadas pelo programa de transferência de renda. Com a inclusão de novas famílias em agosto, esse número deve ultrapassar 9 milhões -público-alvo da nova parcela prometida por Lula. O plano foi divulgado pela página Lulaverso no Twitter e confirmado por integrantes da campanha. O Lulaverso, que reúne canais a WhatsApp, Telegram, Instagram, Twitter e TikTok, foi criado pela comunicação de Lula numa tentativa de ganhar espaço nas redes. Os perfis são administrados pela campanha do petista. Em uma sucessão de publicações neste domingo (28), a página anunciou seis propostas que constarão no programa de governo do petista, uma delas o incremento no programa social, citado pelo nome que ficou gravado como marca das gestões petistas. "O Lulinha vai garantir o Bolsa Família de R$600 com adicional de R$150 por criança de até 6 anos", diz o texto. A mensagem ainda anuncia o programa voltado à renegociação de dívidas da população, chamado "Desenrola Brasil", como mostrou a Folha. O perfil do Lulaverso no Twitter tem 33,9 mil seguidores -bem menos que os 4,1 milhões do perfil oficial de Lula, onde a publicação sobre o adicional às crianças não surgiu. As publicações nesse canal costumam ser compartilhadas também em outras plataformas. Como a Folha mostrou, o WhatsApp suspendeu números de telefones de administradores de grupos do Lulaverso na semana passada. O pagamento de um benefício por criança busca resolver um problema identificado por economistas que assessoram Lula: a desigualdade de tratamento entre beneficiários do programa de transferência de renda. A fixação do valor mínimo por família, aprovada pelo governo Jair Bolsonaro (PL), ocorre independentemente do número de integrantes ou do grau de pobreza, o que contribui para criar distorções. Famílias com maior número de crianças, por exemplo, acabam recebendo um valor por pessoa menor do que é pago a beneficiários sem filhos. Dentro da campanha petista, há uma avaliação de que será necessário mexer no desenho do programa para consertar esse tipo de problema. Pesquisadores de fora também compartilham desse diagnóstico. Nos últimos meses, especialistas chamaram a atenção para o fato de a fixação de um piso por família ter contribuído para corroer a solidez do Cadastro Único, base de dados criada em 2001 e que virou referência para identificar quem são e onde estão os brasileiros em situação de pobreza e extrema pobreza. A oferta de um valor mínimo por família incentivou a divisão dos cadastros na expectativa de receber o benefício em dobro, o que é chamado de "estratégia de sobrevivência" por especialistas no tema. Entre novembro de 2021 e abril de 2022, o número de famílias de um só integrante recebendo o Auxílio Brasil saltou de 2,2 milhões para 3,7 milhões, um crescimento de 66,3% em poucos meses. Já o registro de famílias com seis integrantes ou mais vem caindo ao longo do tempo. Segundo integrantes da campanha de Lula, o novo desenho do Bolsa Família também deve promover integração maior com programas de qualificação das pessoas em idade de trabalhar, voltados para a geração de renda por meio de trabalho ou abertura de novos negócios. Algumas das medidas em discussão na campanha já começaram a ser pinceladas por Lula em suas aparições na TV, como o programa de renegociação de dívidas, citado em sabatina do Jornal Nacional. Outras medidas, porém, ainda serão detalhadas pelo petista.
Pelo menos 451 dos atuais 513 deputados federais tentarão se reeleger no próximo dia 2 de outubro, quando ocorrerá o primeiro turno das eleições deste ano. O número, que representa cerca de 88% da atual legislatura, é o segundo maior dos últimos 20 anos, abaixo apenas do resultado de 2006, quando 491 políticos com assento na Câmara dos Deputados buscaram a renovação do mandato por mais quatro anos. Nas eleições gerais de 2018, 413 deputados federais concorreram à reeleição, e 289 tiveram votação suficiente para integrar a atual legislatura, informou a Câmara dos Deputados. Os pormenores sobre as candidaturas registradas constam do Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (Sgip) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cujo site é possível verificar que os 451 deputados federais que tentam a reeleição representam menos de 4,5% dos 10.482 candidatos à Câmara Federal. Além do maior número de parlamentares federais tentando a reeleição, 64 deputados estão na disputa por governos estaduais, pelo Senado e pela Presidência da República, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Somando-se os números do TSE e do Diap, conclui-se que apenas dois dos atuais deputados federais não disputarão a eleição. Os deputados federais são escolhidos pelo chamado sistema proporcional, no qual não são necessariamente eleitos os candidatos mais votados, mas sim os representantes de partido ou coligação partidária que receberem o maior número de votos, até o limite do conjunto de vagas obtidas por seu grupo político, de acordo com o cálculo do quociente partidário. Também são escolhidos por esse sistema os deputados estaduais e distritais, além dos vereadores, que não estão na disputa deste ano. No primeiro caso, há 809 parlamentares tentando ser reconduzidos ao cargo nos 26 estados brasileiros. Já no Distrito Federal, 20 dos 24 deputados distritais buscam manter o mandato na Câmara Legislativa. Entre os 451 deputados federais que pretendem renovar o mandarto, 69 são filiados ao PL, partido do presidente da República, que é candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. Pelo PT, buscam a reeleição 54 deputados federais; pelo União Brasil, 46; pelo PSD, 45; pelo PP, 44; além das demais legendas. Buscam a renovação do mandato 389 dos atuais deputados federais e 62 deputadas. A maioria dos 809 deputados estaduais que tentam a reeleição é filiada ao União Brasil (79) e ao MDB (79). O PL e o PT têm, cada um, 77 postulantes à reeleição, e o PP, 73. São 679 homens e 130 mulheres.
Em um possível segundo turno, Lula (PT) venceria Bolsonaro com 50%, uma diferença de 13% a mais contra o atual presidente, que aparece com 37%, segundo a pesquisa do Ipec, divulgada nesta segunda-feira (29), encomendada pela Globo. Brancos e nulos são 9% e os 4% restantes não sabem ou não responderam. Lula oscilou um ponto para baixo e Bolsonaro dois pontos para cima em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 15. As duas variações estão dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 26 e 28 de agosto em 128 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR01979/2022. Em relação ao primeiro turno, o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto com 44% , à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%, na eleição para a Presidência da República em 2022. O instituto não testou outros cenários de segundo turno.
Pesquisa do Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta segunda-feira (15) pela Globo, aponta que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), tem 47% de rejeição, enquanto o ex-presidente Lula (PT) tem 36%. Já o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 18% de rejeição. A rejeição de Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, de 15 de agosto. Já a de Lula aumento três pontos percentuais. A pesquisa aponta que o ex-presidente Lula ((PT) lidera as intençõs de voto, com 44% , a frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%, na eleição para a Presidência da República em 2022. Em um possível segundo turno,Lula também aparece na frente , com 50% . A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 26 e 28 de agosto em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01979/2022.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, convocou, nesta segunda-feira (29), o embaixador do Brasil em Santiago, Paulo Roberto Soares, para consultas. Ele protestou contra as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), o acusando de "queimar o metrô" nos protestos de 2019. A informação foi confirmada pela chanceler Antônia Urrejola. "Consideramos essas acusações gravíssimas. Obviamente são absolutamente falsas e lamentamos que em um contexto eleitoral as relações bilaterais sejam aproveitadas e polarizadas por meio da desinformação e das notícias falsas", disse Urrejola. A reação é em resposta às declarações do presidente Bolsonaro durante o primeiro debate eleitoral, na noite de domingo, com os candidatos à Presidência da República. O presidente acusou seu homólogo de esquerda do Chile, Gabriel Boric, de estar por trás do incêndio de várias estações do metrô de Santiago durante os protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e que pediam uma maior igualdade social. "Lula apoiou o presidente do Chile também; o mesmo que praticava atos de tocar fogo em metrôs, e olha para onde está indo o nosso Chile", disse Bolsonaro, depois de enumerar o apoio de Lula a vários governos de esquerda na América Latina. "Convocamos o embaixador brasileiro para esta tarde na Chancelaria em nome do secretário-geral de política externa, onde lhe enviaremos uma nota de protesto", explicou Urrejola.