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Conforme a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi internado no domingo (20), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a retirada de uma lesão na garganta. O procedimento foi finalizado com sucesso e o petista passa bem. Exames de rotina realizados no sábado (12) apontaram inflamação das cordas vocais e leucoplasia na laringe, que é caracterizada por manchas brancas. Ainda de acordo com Bergamo, os exames também mostraram “completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”.
Depois do alvoroço do mercado em função das declarações do presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) reafirmou o compromisso com a responsabilidade fiscal. Lula disse na conferência do clima, no Egito, que "não adianta falar em responsabilidade fiscal sem pensar em responsabilidade social" Coordenador da transição para o novo governo, Alckmin disse em entrevista à jornalista Miriam Leitão, que irá ao ar na noite de quinta, 17, pela Globonews, que uma uma revisão em todos os gastos de governo previstos atualmente está nos planos da equipe. Alckmin defendeu que a PEC da Transição, cujo rascunho foi apresentado ao Congresso na quarta, 16, é uma medida de emergência. E disse que o novo governo vai propor, ao longo do mandato, mecanismos para manter as contas equilibradas. "É preciso discutir e ter uma regra fiscal que deve levar em consideração os gastos do governo, a curva da dívida, o resultado primário, uma combinação de tudo isso. Agora, não dá pra fazer em 30 dias, sem nem tomar posse.", declarou o vice eleito. Alckmin disse ainda que não vê motivos para as oscilações de mercado. "Não há nenhuma razão pro juro subir, pra bolsa cair, porque não há hipótese de haver irresponsabilidade fiscal. O presidente Lula é uma pessoa experiente, foi oito anos presidente da República, a dívida sobre PIB era quase 60%, quando ele saiu era 40%", declarou.
Com base em informações da coluna Radar, da revista Veja, o jurista baiano Manoel Carlos de Almeida Neto é cotado para assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a saída de Ricardo Lewandowski, que está prestes a se aposentar. Indicado para o Supremo por Lula (PT) em 2006, o Lewandowski completa 75 anos no dia 11 de maio do ano que vem, data limite para deixar a vaga compulsoriamente. Ao sair, Lewandowski quer fazer do jurista baiano, que foi um de seus principais assessores na Corte, o seu sucessor. A revista Veja lembra, ainda, que Almeida Neto foi secretário-geral do Supremo e do Tribunal Superior Eeleitoral nas gestões de Lewandowski como presidente dos tribunais.
Há duas semanas sem aparecer para despachar no Planalto, Bolsonaro saiu apenas duas vezes do Palácio da Alvorada. "Deve voltar logo, já recuperou da infecção, tá tudo bem", disse a jornalistas, ao deixar o Alvorada. Bolsonaro foi diagnosticado com erisipela, uma infecção bacteriana nas pernas. O Planalto não tem comentado o estado de saúde do presidente. O ex-ministro tem visitado Bolsonaro desde o segundo turno das eleições. Ao deixar o local, saiu do carro e falou com cerca de vinte apoiadores que estavam em frente ao Alvorada. O presidente vive uma rotina de reclusão, logo após sua derrota no segundo turno das eleições. Com agenda oficial enxuta e número reduzido de postagens em suas redes sociais, meios que adotou como principal forma de comunicação ao longo de seu mandato. Ele passou transmitir suas funções para o seu vice-presidente Hamilton Mourão. Na quarta-feira (16), Mourão recebeu cartas credenciais de embaixadores estrangeiros que irão atuar no Brasil. Bolsonaro esteve duas vezes no Planalto desde o fim da eleição. A primeira foi no dia seguinte, quando teve encontro com Paulo Guedes (Economia) e outros ministros. Em 3 de novembro, teve uma passagem rápida pelo Planalto: foi cumprimentar o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que estava no local para a primeira reunião da transição com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Também fez apenas dois pronunciamentos depois da vitória de Lula. Ele comentou movimentos antidemocráticos de seus apoiadores em frente a quartéis-generais e repreendeu o bloqueio de rodovias. Depois divulgou um vídeo para pedir que seus apoiadores desbloqueassem vias obstruídas em diversos estados. Bolsonaro tem sido econômico nas palavras até nas publicações nas redes sociais. O presidente pouco tem atuado no Twitter e no Instagram desde a derrota nas eleições. No entanto, como mostra o Painel, tem postado diariamente em Telegram e TikTok.
O governador eleito da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) e seu vice Geraldo Júnior (MDB), que coordenam o Grupo de Transição Governamental, se reuniram na tarde da quinta-feira (17) para analisar os relatórios diagnósticos que estão sendo elaborados pelos demais membros da comissão e pelos subgrupos temáticos. Jerônimo também recebeu no gabinete da transição, na sede da Desenbahia, em Salvador, o presidente estadual do PT, Éden Valadares; o secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano, que integra o grupo de transição; e o senador Otto Alencar, que faz parte do grupo de transição do Governo Federal. “Estamos acompanhando de perto, orientando a equipe e avaliando o que está sendo produzido, para fazer o desenho da reforma administrativa que será encaminhada à Assembleia Legislativa pelo governador Rui Costa”, afirmou Jerônimo. De acordo com a assessoria do governador eleito, a expectativa é que a proposta de reforma seja concluída até o fim deste mês de novembro.
A deputada Ivana Bastos, a mais votada entre os deputados estaduais da Bahia nas eleições deste ano, assegura que o nome do candidato do PSD à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia ainda não foi decidido. “Estou em uma viagem internacional, e nós do PSD ainda realizaremos uma reunião, no final deste mês, para definir qual nome irá representar o partido na disputa”, afirma a parlamentar. A parlamentar destaca também que há diversas especulações sobre o seu futuro, mas que a sua candidatura é legítima e continua firme. “Ouço rumores sobre uma posição no TCM, na liderança da bancada do PSD, mas como o nome diz, não passa de rumores. O PSD é um partido em que todos podem expressar a sua opinião, não há imposições. Só teremos um nome após esse encontro", disse. Para a deputada, a conversa sobre os possíveis apoios não interfere na escolha do PSD. “Se dizem que o Adolfo tem apoios, posso afirmar que também tenho, mas não é isso que irá determinar o candidato do PSD. Seremos nós, sem nenhum atrito. Minha candidatura é legítima. O povo disse isso nas urnas e já passou da hora da assembleia lutar contra o machismo e abrir espaço para uma mulher conduzir o parlamento baiano”, frisa.
Um dos aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), pode compor a base de sustentação do futuro governo Lula (PT). É essa a avaliação do líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), que acredita não haver incoerência ou obstáculo na aproximação. Afirmando que o PT caminha para não ter candidato à presidência da Câmara, Lopes diz que Lira tem adotado uma postura “extremamente colaborativa”. “Arthur Lira sempre tem viabilizado e tentado contribuir com os governantes, com os presidentes.” “Eu tenho defendido que o PT tenha uma pauta legislativa, que vai ao encontro do programa vitorioso do presidente Lula, e que o partido apresente essa pauta para os candidatos a presidente da Câmara”, disse Lopes, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (17).
Cotado para ocupar um ministério no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Rui Costa (PT) desconversou ao ser questionado a respeito do tema, em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (17). “Olha, por enquanto, a única certeza que eu tenho é que eu sou governador até 31 de dezembro, se Deus permitir. E ele haverá de permitir saúde plena para que eu possa continuar fazendo as inaugurações até 31 de dezembro”, disse ele durante entrega de obra de contenção de encostas no bairro do Lobato, no subúrbio de Salvador. Especula-se que na terceira gestão de Lula na Presidência da República Rui Costa poderia ocupar pastas como a Casa Civil, Ministério das Cidades, Planejamento e Fazenda, ou a presidência da Petrobras.
A deputada Ivana Bastos, tesoureira geral e ex-presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), participa de missão técnica da entidade na Europa ao longo desta semana. As agendas oficiais preveem reuniões técnicas e visitas institucionais, em busca de ampliar conhecimentos nas áreas das cidades inteligentes e tecnológicas, desenvolvimento sustentável com foco na proposta das ESG, intercâmbios culturais e educacionais entre os estados brasileiros e os representantes de empresas locais nos dois países. Já no primeiro dia da missão, a Unale assinou o acordo de cooperação com o Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior, na pessoa do Paulo Henrique, representante da diáspora brasileira na Itália. O acordo representa uma importante parceria na facilitação de novos percursos de cooperação internacional. "Esperamos que esta visita oportunize resultados frutíferos para o Brasil e para a Itália através da nossa troca de experiências intermediada pela Unale", concluiu Ivana Bastos. Além da parlamentar, também participam da atividade, o presidente da Unale, deputado Lidio Lopes (MS), o secretário-geral, deputado José Luís Tchê (AC), a secretária de Minas Gerais, deputada Celise Laviola, a secretária de Sergipe, Goretti Reis (SE); o diretor-geral Evaldo Bazeggio e coordenadora de relações internacionais, Juliana Freitas. A delegação participará de reuniões nas cidades de Turim, na Itália, e de Amsterdam e Rotterdam, na Holanda. A Unale é uma entidade nacional que atua, dentre outras frentes de abrangência local, em parceria com organizações e parlamentos em diversos países. O trabalho realizado através da Rede Internacional de Relacionamento, prevê o intercâmbio cultural, educacional e comercial entre os estados brasileiros e outros países. A organização tem como principal objetivo, nos acordos firmados, estabelecer e oportunizar as relações paradiplomáticas, buscando boas práticas e soluções para problemas locais, que estão dentro das competências na esfera subnacional, a partir da cooperação e troca de experiências com parceiros internacionais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) responda o pedido de impeachment contra o ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira. A ação, protocolada pelo deputado federal Marcelo Calero (PSD-RJ), acusa o ministro do governo Bolsonaro de fazer declarações colocando em dúvida o processo eleitoral no Brasil. Um grupo de advogados também já tinha acionado o Supremo com um pedido semelhante de afastamento por suposto crime de responsabilidade, de acordo com informações do UOL. A acusação tem como base a nota das Forças Armadas, que apesar do relatório que valida o resultado da eleição e segurança das urnas eletrônicas, "não exclui a possibilidade da existência de fraude". O ministro Paulo Sérgio Nogueira ainda é alvo de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Elmo Vaz (PSB-GO) no STF também por incentivo à práticas "golpistas".
Substituto do próprio pai na candidatura ao Senado este ano pelo grupo de ACM Neto (União), o deputado federal Cacá Leão (PP) perdeu a eleição e, a partir de 1° de janeiro, não terá mais o mandato na Câmara. Um dos líderes do PP, que rompeu com o governo petista na Bahia, Cacá comentou sobre o que espera fazer nos próximos anos e acerca dos rumores de uma possível candidatura à Prefeitura de Lauro de Freitas em 2024. "Não passa pela minha cabeça disputar eleição em 2024, não. Estou focado, vou cuidar um pouco da minha vida, estou pensando em estudar, começar um mestrado, mas, sempre participando efetivamente do processo de construção da política. Ao lado de meus amigos, de ACM Neto, como as urnas me colocaram", disse o deputado em entrevista ao programa Fora do Plenário, da rádio Salvador FM, na noite da quarta-feira (16). "Vou participar das eleições de 2024 como eleitor, como cidadão", crava. Com cerca de um mês e meio pela frente, o deputado baiano quer concentrar esforços no restante do seu mandato, ajudando, por exemplo, a moldar a PEC de Transição. "Eu brinco muito, que tenho até 31 de janeiro cumprindo aviso prévio, nem o mandato está concluído. Tenho muito trabalho para fazer e tenho feito, amanhã provavelmente vou para Brasília, estou aguardando se a equipe de transição vai apresentar a PEC. Estou na comissão da Câmara que vai participar dessas discussões para criar um entendimento ao texto", salientou.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou na noite da terça-feira (15), pelo horário local (à tarde no Brasil), com o enviado especial do clima dos Estados Unidos, John Kerry, e com Xie Zhenhua, enviado da China à COP27, a conferência do clima das Nações Unidas, em Sharm el-Sheikh, no Egito.As conversas ocorreram no hotel em que a comitiva de Lula está hospedada no balneário no mar Vermelho. Em sua conta oficial no Twitter, Lula publicou fotos com os dois representantes das duas maiores economias do mundo. Os encontros, confirmados pela assessoria do petista no começo do dia, eram esperados para definir a futura ajuda dos dois países para ações de preservação na Amazônia. Antes de receber Kerry e Xie Zhenhua, à tarde, Lula esteve reunido com Marina Silva, com quem também tirou foto e publicou nas redes sociais. A Folha de S.Paulo apurou que Marina, deputada federal eleita (Rede-SP) e ex-ministra do Meio Ambiente, um dos nomes mais cotados para o cargo no novo governo, fez ao petista um resumo das reuniões bilaterais que ela teve ao longo da primeira semana de COP com países como Estados Unidos, Japão e Alemanha. Na agenda de Lula para esta terça também estavam uma ligação para o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e um encontro com Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado. O convite a Lula para participar da COP27 partiu do governador reeleito do Pará Helder Barbalho (MDB) e também do presidente Sisi -a hospedagem no balneário onde é realizada a conferência está a cargo do governo egípcio, diz a assessoria do petista. A agenda oficial de Lula na conferência começa, porém, apenas nesta quarta (16), com um evento ao lado dos governadores da Amazônia, seguido de um pronunciamento na área da ONU. No dia seguinte, ele se encontra com representantes da sociedade civil brasileira e participa do Fórum Internacional dos Povos Indígenas/Fórum dos Povos sobre Mudança Climática. O presidente eleito chegou ao balneário de Sharm el-Sheikh na noite desta segunda-feira (14; madrugada de terça-feira, 15, no Egito) a bordo de um avião do empresário José Seripieri Junior, fundador da Qualicorp e dono da Qsaúde. Na sua comitiva, entre outros, está Janja, sua esposa, que nesta terça fez visita ao estande de ONGs brasileiras na COP e se reuniu com lideranças femininas. Em meio a expectativas crescentes sobre o que o petista deve apresentar na conferência, organizações socioambientais do Brasil e de fora esperam e também sugerem novos compromissos que ele poderia trazer à COP. Além da promessa feita em campanha de zerar o desmatamento na Amazônia -que provavelmente será reforçado-, alguns anúncios poderiam ser feitos com maior facilidade, sem comprometer a construção do governo. Entre eles está a possibilidade de comunicar que pretende levar a COP para o Brasil em 2025. A presidência da COP do Clima tem rotatividade regional e volta a ser de um país latino-americano em 2025. A conferência teria acontecido no Brasil em 2019, mas foi cancelada por Bolsonaro ainda em 2018, logo após sua eleição. Parte das organizações brasileiras também espera ouvir de Lula um compromisso de corrigir a meta climática brasileira no Acordo de Paris, que sofreu uma "pedalada climática" durante o governo Bolsonaro, com uma atualização que, na prática, reduz o compromisso com o clima. Ainda assim, a grande questão que fervilha nos corredores entre os três pavilhões brasileiros na COP é a do nome que comandará o Ministério do Meio Ambiente do terceiro governo Lula. Os nomes que são tidos como os mais cotados -das ex-ministras Marina Silva (Rede-SP) e Izabella Teixeira, e do senador Randolfe Rodrigues (Rede)- para ocupante do cargo estão, inclusive, na conferência do clima, o que traz ainda mais eco para a possibilidade de um anúncio. A presença de Lula na COP27 termina na sexta-feira (18), quando irá para Portugal.