Vacina contra chikungunya é aprovada e pode integrar calendário do SUS
SAúDE 15/Abr/2025 - 17h02
Foto: Paula Pinto / Agência Brasil

Vacina contra chikungunya é aprovada e pode integrar calendário do SUS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (14), o registro definitivo da primeira vacina contra a chikungunya no Brasil. Desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, o imunizante é indicado para pessoas com 18 anos ou mais e é administrado em dose única. A vacina é contraindicada para gestantes, indivíduos imunodeficientes ou imunossuprimidos. Com a aprovação, o Ministério da Saúde anunciou que solicitará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a inclusão da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que, uma vez aprovada pela comissão e com capacidade produtiva assegurada, o imunizante seja incorporado ao calendário nacional de vacinação, fortalecendo as ações de combate à doença no país. A vacina demonstrou alta eficácia nos estudos clínicos, com 98,9% dos participantes produzindo anticorpos neutralizantes contra o vírus chikungunya. Os testes envolveram 4 mil voluntários com idades entre 18 e 65 anos nos Estados Unidos, e os resultados foram publicados na revista científica The Lancet em junho de 2023. A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e da zika. Os sintomas incluem febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para dores crônicas em alguns casos. Introduzido no Brasil em 2014, o vírus já foi registrado em todos os estados do país. Até 14 de abril deste ano, foram notificados 68,1 mil casos da doença, com 56 óbitos confirmados.

Comentários

Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário

0/1000 caracteres
Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado.

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.