A Polícia Federal e a Força Nacional apreenderam um arsenal de armas e munições na manhã desta quarta-feira (2), durante patrulhamento conjunto no Território Indígena de Barra Velha, localizado em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. A ação ocorreu no contexto de uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na segurança de áreas indígenas marcadas por conflitos territoriais. Durante a operação, os agentes abordaram quatro pessoas — dois adultos e dois adolescentes — que circulavam na região com armamento ilegal. Com o grupo, foram encontradas armas de fogo com numeração suprimida, centenas de munições de diversos calibres e acessórios de uso tático, como carregadores estendidos, coldre e balaclava. Todo o material foi apreendido no local.
Entre os itens recolhidos, destacam-se uma pistola calibre 9 mm e outra calibre .380, ambas com numeração raspada. Também foram contabilizadas 198 munições de 9 mm, 135 de calibre .380, 23 de calibre .44, além de 27 cápsulas deflagradas de calibre 5.56 e munições avulsas dos calibres 12, .22 e .32. A operação também resultou na apreensão de dois carregadores alongados com capacidade para 31 disparos, quatro carregadores de pistola .380, um coldre na cor bege e uma balaclava camuflada. Os dois adultos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Porto Seguro, onde foram autuados e permanecem à disposição da Justiça. Os adolescentes detidos seguem sob custódia, conforme os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento para apurar a origem do armamento e possíveis conexões com organizações criminosas ou grupos que atuam na região. O Território Indígena de Barra Velha é considerado área sensível, devido a disputas fundiárias históricas e episódios recorrentes de tensão social. A operação integra uma estratégia do Ministério da Justiça para reforçar a presença institucional em áreas indígenas do sul da Bahia, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O objetivo é garantir a segurança das comunidades locais, prevenir conflitos e promover ações de mediação em regiões com risco à ordem pública.
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