Brasil deve registrar cerca de 600 mil contratos temporários entre os meses de julho e setembro de 2025, segundo projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). O número representa estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado, mas indica uma leve desaceleração se comparado ao desempenho do segundo trimestre, que superou as expectativas e registrou mais de 640 mil contratações. De acordo com a entidade, o cenário mais cauteloso considera possíveis impactos externos, como a tarifa de importação de 50% anunciada pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, o que pode afetar diretamente setores estratégicos como a indústria e a logística — tradicionalmente os maiores responsáveis pelas vagas temporárias no país.
A distribuição das oportunidades previstas para o terceiro trimestre de 2025 segue a tendência histórica do modelo: a indústria deve concentrar 45% dos contratos, o setor de serviços 35%, o comércio 15% e outros segmentos 5%. Áreas como alimentação, logística, produção industrial e setor automobilístico devem puxar as contratações, especialmente durante o período de férias escolares, quando há maior demanda por reforço de equipes, e em datas como o Dia dos Pais. A retomada de eventos corporativos em várias capitais do país também deve estimular o comércio, a hotelaria e os serviços voltados ao turismo.
O segundo trimestre teve um desempenho acima do esperado, com mais de 640 mil contratos temporários firmados entre abril e junho — cerca de 7% a mais do que no mesmo período de 2024. Esse foi o melhor resultado desde o início da série histórica da Asserttem, em 2014. Inicialmente, a entidade previa 630 mil contratações para o período, mas a recuperação de setores produtivos e o avanço do consumo interno ajudaram a impulsionar os números. No primeiro trimestre de 2025, o setor também teve resultados expressivos: cerca de 800 mil contratos temporários foram firmados entre janeiro e março, especialmente nos segmentos de agronegócio, saúde, turismo, educação, bem-estar e alimentação.
Segundo a Asserttem, a expectativa é que o trabalho temporário siga como uma importante alternativa para a formalização de empregos no país, diante de um cenário econômico ainda desafiador.
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