Flávio Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra no STF
JUSTIçA 25/Mai/2026 - 08h44
Foto: Sophia Santos/STF

Flávio Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra no STF

Influenciadora foi presa durante investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de soltura da influenciadora digital Deolane Bezerra, presa durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.


A decisão foi assinada no último sábado (23) e publicada neste domingo (24). Na sentença, o ministro afirmou que o STF não seria a instância adequada para analisar o pedido de liberdade, já que a prisão foi determinada em primeira instância judicial.


Segundo Flávio Dino, existem meios processuais próprios para contestação da decisão dentro das instâncias competentes. O ministro também declarou que, mesmo diante da análise preliminar do caso, não identificou ilegalidade evidente que justificasse a concessão de habeas corpus de ofício.


Deolane Bezerra foi presa na última quinta-feira (21), em uma residência localizada em Alphaville, na cidade de Barueri, durante operação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.


As investigações apontam que a influenciadora teria recebido valores provenientes de uma transportadora utilizada pelo PCC para lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, a empresa teria sede em Presidente Venceslau e funcionaria como estrutura financeira da organização criminosa.


Após a prisão, Deolane foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do estado.


A Operação Vérnix investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas, ocultação de patrimônio e possíveis vínculos entre integrantes da facção criminosa e operadores financeiros ligados ao esquema de lavagem de dinheiro.


Segundo a investigação, a influenciadora já havia sido presa anteriormente, em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration, que apurava suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

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