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Os devedores de até R$ 20 mil que ganhem até dois salários mínimos ou sejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm o último fim de semana para renegociarem os débitos no Desenrola Brasil. O prazo de adesão à Faixa 1 do programa especial acaba nesta segunda-feira (20). Dados do Ministério da Fazenda apontam que, até a semana passada, 14,75 milhões de pessoas já haviam renegociado cerca de R$ 51,7 bilhões em dívidas. Iniciada em outubro de 2023, a Faixa 1 engloba dívidas que tenham sido negativadas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 e não podem ultrapassar o valor atualizado de R$ 20 mil cada (valor de cada dívida antes dos descontos do Desenrola). Por meio do programa, os inadimplentes têm acesso a descontos de, em média, 83% sobre o valor das dívidas. Em algumas situações, segundo o ministério, o abatimento pode ultrapassar 96% do valor devido. Os pagamentos podem ser feitos à vista ou parcelados, sem entrada e em até 60 meses.
O Brasil foi escolhido na madrugada desta sexta-feira (17) para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027. No Queen Sirikit National Convention Center lotado, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que o país vai sediar, pela primeira vez na história, o Mundial Feminino. O Brasil obteve 119 votos na eleição promovida no 74ª Congresso da Fifa. A candidatura tripla formada por Alemanha, Holanda e Bélgica conseguiu 78 votos. "Agradeço a confiança de todos que participaram do Congresso da Fifa pela escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Vivemos hoje um dia histórico em Bangkok. Essa é uma vitória do futebol feminino mundial. Garanto a todos vocês que o Brasil fará a melhor Copa do Mundo Feminina da história", comemorou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, principal responsável pelo sucesso da candidatura brasileira. A Copa do Mundo Feminina será realizada pela primeira vez que a América do Sul. Antes, o Brasil organizou o Mundial masculino de 1950 e o de 2014. Por ser a anfitriã, a Seleção Brasileira já está classificada. A 10 ª edição da Copa do Mundo Feminina terá 32 países e será disputada em dez cidades. Em Bangkok, a comitiva brasileira contou com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, o ministro do Esporte, André Fufuca, Aline Pellegrino (vice-campeã mundial em 20027 e gerente de Competições Femininas da CBF), Kerolin (atacante da Seleção Brasileira), Formiga (única atleta a disputar sete Copas do Mundo da FIFA), as consultoras Valesca Araújo, Jacqueline Barros, Manuela Biz e o consultor Ricardo Trade. "Essa decisão da Fifa anunciada nesta noite terá um grande impacto positivo no futebol feminino brasileiro e na vida de milhões de mulheres do Brasil. Além de investir na realização da Copa do Mundo, toda a cadeia produtiva do futebol feminino no Brasil e na América do Sul dará um imenso salto de desenvolvimento", acrescentou Rodrigues, que, ao ser eleito em 2022, decidiu que o desenvolvimento do futebol feminino no país seria uma das prioridades da sua gestão.
Em sua terceira visita ao Rio Grande do Sul desde o início das devastadoras enchentes no estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de os governos agirem com rapidez para atender às demandas da população afetada. Durante uma solenidade em São Leopoldo do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, Lula anunciou novas medidas de socorro, incluindo um benefício de R$ 5,1 mil para famílias atingidas pelas inundações e um programa de reconstrução de moradias populares. O presidente fez um apelo aos prefeitos para agilizarem a apresentação de propostas e projetos, destacando a importância de superar possíveis burocracias que possam atrasar o processo de auxílio às vítimas. Lula ressaltou a gravidade da situação no estado, que enfrenta a maior catástrofe climática de sua história, com centenas de milhares de pessoas fora de suas casas devido às chuvas e enchentes que já resultaram na morte de 149 pessoas. A visita de Lula também contou com a presença de autoridades como o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que elogiou o esforço de união entre os governos estadual e federal para enfrentar a crise humanitária. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a solidariedade de todos os governadores do país e a importância de unir esforços para ajudar as pessoas afetadas pelas enchentes.
Jean Paul Prates não é mais o presidente da Petrobras. O agora ex-chefe da estatal enfrentou, nos últimos meses, uma "fritura" interna no governo, acumulando disputas com, entre outros nomes, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. De acordo com a colunista Malu Gaspar, d'O Globo, foi o presidente Lula (PT) quem comunicou a Prates a saída dele do cargo. Em seguida, na tarde de terça-feira (14), ele se despediu dos diretores e comunicou à equipe que Magda Chambriard será a nova CEO da empresa. Ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) no governo Dilma Rousseff. O desgaste com Prates se agravou após Silveira conceder uma entrevista à Folha admitindo o conflito com Prates e dizendo que não abriria mão de sua autoridade como ministro sobre a companhia. No caso de Magda, a ida dela para a estatal, na interpretação de conselheiros e executivos, representa uma vitória da linha intervencionista do governo sobre a empresa no momento em que o presidente Lula pressiona a petroleira a licitar e acelerar obras polêmicas como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Abreu e Lima.
As mais de 10 mil agências dos Correios espalhadas pelo Brasil estão recebendo doações destinadas ao Rio Grande do Sul de forma gratuita. As pessoas podem doar itens como água (prioritário), alimentos da cesta básica, material de higiene pessoal, material de limpeza seco, roupas de cama e de banho e ração para pet. O material também é transportado pelos Correios até o estado gaúcho por meio de suas carretas e sem nenhum custo para quem faz a doação. Até o momento, mais de 6.500 toneladas de donativos foram recebidas pelas agências dos Correios. Dessas, 2 mil toneladas foram entregues aos gaúchos e o restante está a caminho. Para doar, basta reunir os itens e entregar em quaisquer agências dos Correios. Se possível, os Correios pedem que o doador embale e identifique o tipo de material. Para aproveitar melhor a logística, outro pedido é que a população do Sudeste e do Sul concentre doações de água potável e as pessoas das demais regiões, de itens secos, como ração para pets, material de limpeza seco, material de higiene pessoal e alimentos da cesta básica.
Na terça-feira (7), o Senado aprovou o Projeto de Decreto de Legislativo (PDL) 236/2024, enviado pelo governo federal, reconhecendo o estado de calamidade no Rio Grande do Sul até 31 de dezembro de 2024. Essa medida, já aprovada pela Câmara dos Deputados, será encaminhada para promulgação presidencial. O decreto permitirá a suspensão dos limites e prazos da Lei de Responsabilidade Fiscal, agilizando o repasse de recursos federais ao estado afetado por enchentes, considerada a maior crise climática de sua história. Além disso, os recursos destinados a essa finalidade não estarão sujeitos à limitação de empenho. Essa medida também autoriza o Rio Grande do Sul e seus municípios a ampliarem operações de crédito e a receberem transferências voluntárias. Os impactos das fortes chuvas no Rio Grande do Sul afetaram 401 municípios, resultando em 95 mortes confirmadas e 131 desaparecidos. Mais de 159 mil pessoas foram desalojadas. O senador Paulo Paim (PT-RS) se emocionou ao ler o parecer sobre o projeto, destacando a solidariedade e o esforço coletivo no resgate das vítimas. Houve também um momento de silêncio em memória das vítimas no início da sessão. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), expressou apoio e solidariedade aos gaúchos, ressaltando que o Senado Federal buscará todos os recursos possíveis para auxiliar na reconstrução do estado. Além disso, foi instalada uma comissão representativa externa do Senado para centralizar os pedidos de projetos de lei e emendas constitucionais de interesse do Rio Grande do Sul após as enchentes, composta por três senadores gaúchos e cinco senadores indicados pelos partidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta terça-feira (7) o valor do trabalho dos voluntários durante as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul. Em Brasília, ele condenou veementemente as fake news relacionadas à tragédia no sul do país, ressaltando a importância de reconhecer o esforço das pessoas que estão atuando no auxílio às vítimas. Durante uma entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Presidente, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Lula expressou sua preocupação com a disseminação de notícias falsas que desmerecem o trabalho das equipes de resgate e dos voluntários. Ele enfatizou não apenas a contribuição das Forças Armadas e das forças de segurança, mas também o engajamento dos cidadãos que se oferecem como voluntários para ajudar. O presidente enfatizou a bondade e solidariedade presentes na sociedade brasileira, destacando a mobilização de pessoas em todo o país para auxiliar o Rio Grande do Sul. Ele criticou a propagação de fake news como uma prática prejudicial que deturpa a realidade e prejudica a sociedade como um todo, enfatizando a importância da verdade e da responsabilidade na disseminação de informações.
O governo federal anunciou a antecipação da liberação de R$ 580 milhões em emendas parlamentares individuais para 448 cidades do Rio Grande do Sul, em resposta à grave tragédia climática que assola o estado desde a semana passada. Desse montante, R$ 538 milhões serão direcionados para ações na área da saúde pública. A decisão foi comunicada durante uma reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com representantes do governo federal, realizada na manhã desta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa estadual. O secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), André Ceciliano, afirmou que os recursos de R$ 580 milhões começarão a ser liberados ainda hoje. Além disso, o governo federal planeja disponibilizar mais recursos de emendas para o estado nos próximos dias. Ceciliano destacou que, conforme a Emenda Constitucional 105/2019, pelo menos 70% do montante transferido deve ser investido em despesas de capital, como a construção de unidades de saúde. Durante a reunião, também foi mencionada a possibilidade de liberação de outros R$ 83 milhões em emendas de bancada para a Saúde ainda esta semana. O boletim da Defesa Civil estadual atualizado às 9h desta segunda-feira (6) informa que o número de mortes confirmadas devido às fortes chuvas no Rio Grande do Sul subiu para 83, com 111 pessoas ainda desaparecidas. Mais de 850 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas em 364 municípios gaúchos, resultando em 21.957 desalojados.
Neste sábado (4), a cantora Madonna fez um grande show na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Na manhã deste domingo (5), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, desmentiu os boatos sobre um suposto patrocínio do Governo Federal no evento. Rui Costa afirmou que o show não contou com repasse financeiro de órgãos ou programa do Governo. Nas redes sociais, o ministro chegou a citar a Lei Rouanet para dizer que não houve repasse. “É lamentável que neste momento em que todos os esforços estão direcionados para salvar vidas, pessoas de má-fé espalhem desinformação. Não há nenhuma relação entre o show de Madonna e a Lei Rouanet ou verbas do Governo Federal”, diz o ministro. O ministro da Casa Civil ainda garantiu que o show de Madonna foi custeado por empresas privadas e que o foco do Governo Federal está centrado em resolver as consequências das fortes chuvas que afetaram o Rio Grande do Sul. “O show de ontem foi pago por empresas privadas. Estamos hoje no Rio Grande do Sul junto com o presidente Lula. O foco é salvar vidas e ajudar as pessoas atingidas. Espero que todos estejam conosco neste objetivo”, explica Rui Costa.
Em razão das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul, o governo federal adiou a realização das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como "Enem dos Concursos", que seriam aplicadas neste domingo (5) em todo o país. A nova data ainda não foi anunciada. Até ontem, o Ministério da Gestão informou que manteria a prova no domingo, inclusive no Rio Grande do Sul. Mas com a tragédia, causada pelas fortes chuvas e moradias destruídas deixando pelo menos 37 mortos até o momento, foi decidido o adiamento. O governo, contudo, manteve as discussões internas para encontrar uma "saída jurídica" a fim de evitar prejuízo aos candidatos que fariam as provas em cidades gaúchas. O ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, declarou pela manhã que 86 mil pessoas se inscreveram para fazer provas do CNU em 10 cidades do Rio Grande do Sul. No país foram cerca de 2,5 milhões de inscritos.
Uma pesquisa apontou que as pessoas preferem trair o parceiro do que o partido político o qual elas têm afinidade. Pelo menos é o que mostra o levantamento realizado pela plataforma Ashley Madison, voltado para encontros extraconjugais. De acordo com os dados, 87% dos homens, por exemplo, preferem trair a parceira do que os ideais políticos. As mulheres não ficaram longe, com 86% das entrevistas relatando a mesma situação. O levantamento feito com os usuários da plataforma se baseou em uma lista com mais de 20 categorias, e questionou se os entrevistados eram mais propensos a trair a parceria ou o item citado. No caso da política, a porcentagem geral foi de 80%. Além disso, para 85% é mais fácil ter um relacionamento fora da relação do que mudar o pedido regular de café e 97% por cento dos entrevistados preferem trair seu parceiro do que preencher uma declaração de Imposto de Renda errada.
As intensas chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (26) continuam provocando mortes, prejuízos materiais e transtornos para a população. O mais recente balanço da Defesa Civil estadual revela um aumento no número de vítimas e de pessoas afetadas pelos eventos climáticos. O número de mortes confirmadas subiu de 31 para 37, enquanto o de feridos passou de 56 para 74. O total de afetados permanece em 351.639, com 235 cidades reportando prejuízos e 74 pessoas ainda desaparecidas. O número de desalojados aumentou significativamente, de 17.087 para 23.598, com 7.949 pessoas alojadas em abrigos públicos ou de entidades de assistência. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) interditou pontes sobre o Lago Guaíba e o Rio dos Sinos devido ao volume de água. Os serviços de telecomunicações foram afetados, deixando órgãos públicos e moradores sem telefone e internet em várias cidades. Uma barragem rompeu parcialmente em Cotiporã, na Serra Gaúcha, e outras 18 estão em alerta. A Defesa Civil estadual alertou para o aumento do risco de movimento de massa e desmoronamentos devido à elevação dos rios. A população foi aconselhada a tomar todos os cuidados necessários e evitar deslocamentos, especialmente na região do Planalto Alto Uruguai, onde o Rio Uruguai está subindo acima da cota de transbordamento. O próximo boletim deve ser divulgado no fim da tarde.