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Bolsonaro diz que vai derrubar ‘canetada’ de Fachin sobre armas se for reeleito
POLíTICA 06/Set/2022 - 19h00
Foto: Reprodução

Bolsonaro diz que vai derrubar ‘canetada’ de Fachin sobre armas se for reeleito

Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin limitar decretos que flexibilizam a compra de armas e munições no Brasil , o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu que, caso seja reeleito, em uma semana derruba o que chamou de "canetada" do magistrado. "Não concordo em nada com o senhor Fachin. E peço a quem está assistindo: acredite em mim. Acabando as eleições, a gente resolve essa questão dos decretos em uma semana. Porque todo mundo tem que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Encerrou por aqui o assunto dos decretos. Acabando as eleições, eu sendo reeleito, a gente resolve esse problema e outros problemas. Pode ter certeza disso. Todos têm que jogar nas quatro linhas da nossa Constituição", disse o chefe do Executivo, durante sabatina na Jovem Pan, nesta terça-feira (6). Na ocasião, Bolsonaro contestou a alegação de "risco de violência política" usada pelo ministro para justificar a suspensão dos trechos dos decretos. "A questão das armas. 'Violência política'? O que é isso? Inventaram agora violência política para pegar os decretos que estão com o ministro Kassio [ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo atual presidente para a o STF], sob pedido de vista, dar uma canetada por fora e falar: não tem mais armas no Brasil", disse o presidente, segundo o qual "todas as ditaduras foram precedidas por campanhas desarmamentistas". 


Alckmin chama Bolsonaro de 'Bozo' e diz que política não se faz como 'motociata'
POLíTICA 05/Set/2022 - 15h42
Foto: Divulgação

Alckmin chama Bolsonaro de 'Bozo' e diz que política não se faz como 'motociata'

Em encontro com trabalhadoras domésticas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande SP, ao lado do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se referiu ao presidente Jair Bolsonaro (PL) como "Bozo" e disse que política se faz com diálogo, e não com "motociata e nem jet-ski". "Eleição é comparação. Nós tivemos cinco ministros da Educação nesse período aí do Bozo. Andou para trás a educação", disse à plateia majoritariamente feminina. "Um bom governo começa pela campanha. E programa de governo se faz assim, ouvindo, dialogando, conversando, participando. Não é fazendo motociata e nem jet-ski", afirmou o ex-governador de São Paulo. Alckmin criticou a atuação do atual governo no combate à pandemia da covid-19 e a política armamentista de Bolsonaro. Disse ainda que a inflação não é apenas de 9%. "A inflação de alimento é mais de 30%. A inflação do café da manhã e do almoço é mais de 30%. A economia, se Deus quiser, com a experiência de Lula de oito anos, vai crescer muito", afirmou. 


Lula diz que Bolsonaro 'usa' religião e evoca eleitor a desmentir fake news
POLíTICA 05/Set/2022 - 15h00
Foto: Ricardo Stuckert

Lula diz que Bolsonaro 'usa' religião e evoca eleitor a desmentir fake news

Em aceno ao segmento evangélico, no qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem ampla vantagem segundo as pesquisas eleitorais, o candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um discurso dizendo que Bolsonaro é "mentiroso" e usa "o nome de Jesus em vão para tentar enganar a boa-fé dos homens e mulheres". O petista evocou apoiadores a agir contra "a fábrica de mentiras" que atuou em 2018, quando Fernando Haddad (PT) disputou o Planalto. "A maior mentira que (Bolsonaro) conta por dia é evocar Deus toda hora. Ele está mentindo. Ele usa o nome de Jesus em vão para tentar enganar a boa-fé dos homens e mulheres", criticou Lula neste domingo (4) durante encontro com trabalhadoras domésticas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande SP. "Nós queremos restabelecer uma outra relação com a sociedade. Estado não tem religião. Estado não pode ter religião. Estado precisa tratar todas as religiões com respeito", defendeu. Lula voltou a relembrar que em 2003, durante sua gestão, foi criada a lei de Liberdade Religiosa e em 2009 a Marcha por Jesus. Disse também que durante o governo Dilma Rousseff (PT) foi sancionada a Lei do Evangelho. Diante da disseminação de fake News sobre a relação entre governos do PT e evangélicos, Lula pediu ajuda de apoiadores para desmentir notícias falsas nas redes sociais. "Precisa ficar atento a essa quantidade de mentiras que é contada todo santo dia. Vocês precisam aproveitar o zap de vocês para não deixar que a mentira corra", disse. Segundo o ex-presidente, "a mentira voa e a verdade engatinha". Lula endossou esse movimento para evitar "que a fábrica de mentiras faça o que fez quando Haddad foi candidato em 2018". Como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o temor é que a campanha bolsonarista reforce a alegação de que o petista, se eleito, fecharia igrejas. A agenda é vista como uma reedição da discussão do "kit gay" da corrida eleitoral de 2018. 


Coordenador de campanha de Lula é alvo de ação por corrupção passiva
POLíTICA 01/Set/2022 - 13h00
Foto: Patrick Cassiano - Blog Regional

Coordenador de campanha de Lula é alvo de ação por corrupção passiva

O senador Jaques Wagner (PT), um dos coordenadores da campanha de Lula à Presidência da República, é réu na Justiça estadual da Bahia por corrupção passiva. A ação deriva da Lava Jato e foi movida pelo Ministério Público do estado (MP-BA) por meio do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais. A denúncia foi aceita em junho pela 1ª Vara Criminal Especializada de Salvador, mas veio a público apenas nesta semana. Outros denunciados são os ex-executivos da Odebrecht Cláudio Melo Filho, André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, além do ex-CEO do grupo Marcelo Odebrecht. Todos já foram citados para apresentar defesa. Na denúncia, o MP-BA afirma que, em 2014, Wagner, então-governador da Bahia, aceitou uma proposta de vantagem indevida de R$ 30 milhões da Construtora Norberto Odebrecht. Em troca, o petista viabilizaria acordo para pôr fim a uma antiga dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a Odebrecht, referente à construção da Adutora do Sisal, em 1986. Wagner é hoje um dos principais nomes do núcleo político do PT, sendo ainda o interlocutor com integrantes de outros partidos de centro, como o PSDB.


Registro de candidatura do ex-vereador Gabriel Monteiro é indeferido
POLíTICA 01/Set/2022 - 11h00
Foto: Reprodução

Registro de candidatura do ex-vereador Gabriel Monteiro é indeferido

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) indeferiu na tarde desta quarta-feira (31), , por 6 votos a 1, o registro de candidatura de Gabriel Monteiro (PL) a deputado federal. Pela decisão, ele não poderá usar recursos públicos, terá que devolver o que já foi destinado à campanha dele e está proibido de fazer campanha na propaganda de TV. "Isso significa um passo muito firme na transparência da política e no comportamento digno dos candidatos. Isso confirma o que a Câmara Municipal tinha feito no processo ético-disciplinar, que a Justiça Eleitoral está atenta e é justa e isso indica que a Justiça Criminal precisa avançar também nas investigações sobre esse cidadão. Vitória da democracia", disse o vereador Chico Alencar (Psol), relator do processo na Câmara. Gabriel, que foi cassado na Câmara do Rio este mês, poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 


Câmara dos Deputados aprova projeto que cria loterias para financiar saúde e turismo
POLíTICA 31/Ago/2022 - 15h00
Foto: Reprodução

Câmara dos Deputados aprova projeto que cria loterias para financiar saúde e turismo

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (30) proposta que autoriza o Poder Executivo a criar as loterias da Saúde e do Turismo, com apostas físicas e virtuais, e gestão por empresa privada. O Projeto de Lei 1561/20 seguirá para a sanção presidencial. O texto aprovado determina que o Ministério da Economia definirá, em 30 dias, a concessão da Loteria da Saúde e da Loteria do Turismo. A proposta foi defendida pelo relator, deputado Giovani Cherini (PL-RS). “Essa loteria será o grande lance para se pagar o piso dos enfermeiros. Quem vai administrar é o Ministério da Economia, que tem um setor competente para isso, que fiscaliza, então estará tudo dentro da lei”, disse. Cherini destacou que a Caixa Econômica Federal não é impedida de participar da disputa para organizar a loteria. “Queremos abrir a possibilidade para o setor privado”, declarou. Esse ponto foi criticado pela oposição. A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que o texto não estabelece critérios para a concessão. “Não se sabe quais serão os métodos para escolha desta empresa. Não precisa de licitação para operacionalizar. Isso é um escândalo, é favorecer alguma empresa que, com certeza, já se sabe quem será.”


Orçamento secreto: Soraya Thronicke e vice de Simone Tebet indicaram R$ 114,4 milhões em emendas
POLíTICA 31/Ago/2022 - 09h30
Foto: Reprodução

Orçamento secreto: Soraya Thronicke e vice de Simone Tebet indicaram R$ 114,4 milhões em emendas

A candidata à Presidência da República Soraya Thronicke (União Brasil) foi beneficiada com R$ 95,2 milhões em emendas do orçamento secreto nos últimos três anos. Ela é senadora por Mato Grosso do Sul e foi aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas rompeu com ele por discordar da condução do governo na pandemia da Covid-19. Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, além de Soraya, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) apadrinhou R$ 19,2 milhões em emendas secretas em 2020. Ela concorre ao cargo de vice-presidente na chapa de Simone Tebet (MDB), que tem classificado o orçamento secreto como o "maior esquema de corrupção do planeta". Simone declara não ter recebido nenhum valor. As três são as únicas parlamentares que disputam a presidência na eleição deste ano. O orçamento secreto consiste na liberação de verbas federais para deputados e senadores sem transparência. A liberação se tornou um dos maiores escândalos do governo Bolsonaro e chegou a ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, mas foi destravada após reação do Planalto e da cúpula do Congresso. 


Alckmin rejeita privatização de Petrobras, BB e Caixa, mas critica estatais
POLíTICA 30/Ago/2022 - 14h00
Foto: Reprodução

Alckmin rejeita privatização de Petrobras, BB e Caixa, mas critica estatais

Para uma plateia de empresários do setor de infraestrutura, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que Petrobras, Caixa e Banco do Brasil não serão privatizadas em um eventual novo governo do PT. Vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto, Alckmin representou o petista em um evento organizado pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) na tarde desta segunda-feira (29), em São Paulo. A fala de Alckmin sobre privatizações foi recebida sem muito entusiasmo pela plateia. Questionado sobre ativos importantes, como Petrobras, Caixa e BB, serem sempre citados como possíveis projetos de privatização, o candidato falou sobre o destino de estatais federais grandes, como essas três, e sobre o que poderia ser privatizado, caso o ex-presidente Lula volte ao Planalto. "Empresas que são grandes estatais federais são essas três, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras, praticamente. As restantes são empresas menores. Se pegarmos as três grandes empresas, não é prioridade privatizar nenhuma [delas]. Já temos bancos de menos, se for reduzir ainda mais... O que precisamos é reduzir o custo do dinheiro." Ainda assim, Alckmin não deixou de criticar outras empresas estatais. "O Brasil tem uma coisa esquisita, e os estados também têm: empresa dependente do Tesouro. Elas deveriam ser autarquias. Se a empresa não tem recursos próprios para se manter, que empresa é essa?", questionou.


 O movimento lembra mais o Alckmin que usou uma jaqueta bege com os emblemas do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e Correios –quando concorria à Presidência, em 2006, contra Lula, que o tachou à época de privatista– e o recuo feito por ele em 2018, ao também descartar a venda dos dois bancos públicos e a exploração de petróleo em águas profundas, do que o legado de privatizações dos governos do PSDB, sigla pela qual o ex-governador concorreu até as últimas eleições. O político, que tem funcionado como uma ponte entre o ex-presidente Lula e os empresários, manteve uma estratégia pela qual ficou conhecido: relembrar histórias da época em que foi prefeito de Pindamonhangaba (SP) e o período em que ocupou o Palácio dos Bandeirantes. Ele, que se apresentou aos empresários como um "copiloto" de Lula, também não deixou de costurar exemplos de obras suas como governador com o que considera avanços dos governos petistas, como um melhor desenho dos modelos de concessões. No evento, o ex-governador também defendeu a retomada de investimentos públicos e disse que, para isso, o Brasil precisa sinalizar para o mundo que possui uma democracia estável. "Sem democracia, não tem como ir bem na economia." Ele pontuou, ainda, a necessidade de o país avançar nas concessões e nas PPPs (Parcerias Público-Privadas), sem desconsiderar a atuação, como garantidor, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O encontro desta segunda contou, ainda, com Felipe d'Avila (Novo), o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (que representou a candidata Simone Tebet, do MDB) e Ciro Gomes (PDT). O presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi convidado e encerraria o ciclo de debates, mas não havia confirmado presença até esta segunda e não participou do evento. Segundo a entidade, a organização da campanha também não justificou a ausência de Bolsonaro, que havia cancelado outros compromissos mais cedo. Participação de Ciro tem clima descontraído Candidato pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes também pareceu confortável no encontro, um dia após ter participado do primeiro debate entre candidatos à Presidência, e chegou a arrancar risos da plateia em mais de uma ocasião. Antes do evento, Ciro disse à imprensa que o debate permitiu demonstrar o embate entre um Brasil "velho" e "rancoroso" –que, segundo ele, teria sido representado pelo confronto entre Lula e Bolsonaro– e também permitiu dar sinais de uma mudança de modelo econômico. "Esse projeto está pronto e eu tive a oportunidade de anunciá-lo." "O modelo econômico é uma coisa muito prática, aponta qual é o papel do capital privado. Não há precedentes na história da humanidade, nenhuma experiência de nação que tenha lançado sua infraestrutura sem a presença do Estado", disse Ciro à plateia. Mais cedo, d'Avila, do Novo, havia criticado as gestões petistas no manejo das demandas de infraestrutura. "Foi no governo desastroso do PT, em que a infraestrutura virou cabide de empregos no Brasil", disse o candidato. Ele também afirmou que parte do setor privado descobriu que é mais fácil "capturar governo do que capturar mercado". Para retomar o investimento público ele defende a retomada do teto de gastos. "Precisamos enfrentar o excesso de gastos com pessoal, enfrentar a reforma administrativa e dar mais poder para estados e municípios." Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador da campanha de Tebet, defendeu modificações no teto de gastos para reabrir a possibilidade de investimentos em áreas importantes para o país. 


Quase 90% dos deputados federais tentam reeleição este ano
POLíTICA 30/Ago/2022 - 12h00
Foto: Reprodução

Quase 90% dos deputados federais tentam reeleição este ano

Pelo menos 451 dos atuais 513 deputados federais tentarão se reeleger no próximo dia 2 de outubro, quando ocorrerá o primeiro turno das eleições deste ano. O número, que representa cerca de 88% da atual legislatura, é o segundo maior dos últimos 20 anos, abaixo apenas do resultado de 2006, quando 491 políticos com assento na Câmara dos Deputados buscaram a renovação do mandato por mais quatro anos. Nas eleições gerais de 2018, 413 deputados federais concorreram à reeleição, e 289 tiveram votação suficiente para integrar a atual legislatura, informou a Câmara dos Deputados. Os pormenores sobre as candidaturas registradas constam do Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (Sgip) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cujo site é possível verificar que os 451 deputados federais que tentam a reeleição representam menos de 4,5% dos 10.482 candidatos à Câmara Federal. Além do maior número de parlamentares federais tentando a reeleição, 64 deputados estão na disputa por governos estaduais, pelo Senado e pela Presidência da República, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Somando-se os números do TSE e do Diap, conclui-se que apenas dois dos atuais deputados federais não disputarão a eleição. Os deputados federais são escolhidos pelo chamado sistema proporcional, no qual não são necessariamente eleitos os candidatos mais votados, mas sim os representantes de partido ou coligação partidária que receberem o maior número de votos, até o limite do conjunto de vagas obtidas por seu grupo político, de acordo com o cálculo do quociente partidário. Também são escolhidos por esse sistema os deputados estaduais e distritais, além dos vereadores, que não estão na disputa deste ano. No primeiro caso, há 809 parlamentares tentando ser reconduzidos ao cargo nos 26 estados brasileiros. Já no Distrito Federal, 20 dos 24 deputados distritais buscam manter o mandato na Câmara Legislativa. Entre os 451 deputados federais que pretendem renovar o mandarto, 69 são filiados ao PL, partido do presidente da República, que é candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. Pelo PT, buscam a reeleição 54 deputados federais; pelo União Brasil, 46; pelo PSD, 45; pelo PP, 44; além das demais legendas. Buscam a renovação do mandato 389 dos atuais deputados federais e 62 deputadas. A maioria dos 809 deputados estaduais que tentam a reeleição é filiada ao União Brasil (79) e ao MDB (79). O PL e o PT têm, cada um, 77 postulantes à reeleição, e o PP, 73. São 679 homens e 130 mulheres. 


Ipec: Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 47%
POLíTICA 30/Ago/2022 - 10h30
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Ipec: Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 47%

Pesquisa do Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta segunda-feira (15) pela Globo, aponta que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), tem 47% de rejeição, enquanto o ex-presidente Lula (PT) tem 36%. Já o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 18% de rejeição. A rejeição de Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, de 15 de agosto. Já a de Lula aumento três pontos percentuais. A pesquisa aponta que o ex-presidente Lula ((PT) lidera as intençõs de voto, com 44% , a frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%, na eleição para a Presidência da República em 2022. Em um possível segundo turno,Lula também aparece na frente , com 50% . A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 26 e 28 de agosto em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01979/2022. 


Presidente chileno convoca embaixador do Brasil e protesta por fala de Bolsonaro
POLíTICA 30/Ago/2022 - 09h43
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Presidente chileno convoca embaixador do Brasil e protesta por fala de Bolsonaro

O presidente do Chile, Gabriel Boric, convocou, nesta segunda-feira (29), o embaixador do Brasil em Santiago, Paulo Roberto Soares, para consultas. Ele protestou contra as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), o acusando de "queimar o metrô" nos protestos de 2019. A informação foi confirmada pela chanceler Antônia Urrejola. "Consideramos essas acusações gravíssimas. Obviamente são absolutamente falsas e lamentamos que em um contexto eleitoral as relações bilaterais sejam aproveitadas e polarizadas por meio da desinformação e das notícias falsas", disse Urrejola. A reação é em resposta às declarações do presidente Bolsonaro durante o primeiro debate eleitoral, na noite de domingo, com os candidatos à Presidência da República. O presidente acusou seu homólogo de esquerda do Chile, Gabriel Boric, de estar por trás do incêndio de várias estações do metrô de Santiago durante os protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e que pediam uma maior igualdade social. "Lula apoiou o presidente do Chile também; o mesmo que praticava atos de tocar fogo em metrôs, e olha para onde está indo o nosso Chile", disse Bolsonaro, depois de enumerar o apoio de Lula a vários governos de esquerda na América Latina. "Convocamos o embaixador brasileiro para esta tarde na Chancelaria em nome do secretário-geral de política externa, onde lhe enviaremos uma nota de protesto", explicou Urrejola. 


Entidades em defesa do Jovem Aprendiz elevam pressão contra medida para flexibilizar programa
POLíTICA 29/Ago/2022 - 17h00
Foto: Reprodução

Entidades em defesa do Jovem Aprendiz elevam pressão contra medida para flexibilizar programa

Entidades que têm se reunido há meses para defender o programa do jovem aprendiz contra investidas do governo Bolsonaro para flexibilizá-lo, aumentaram a pressão nos últimos dias. A medida provisória com as novas regras deve ser votada nesta segunda (29). A medida retira exigências como o número obrigatório de participantes do programa nas empresas e cria uma regra que permite a manutenção de aprendizes já efetivados por até doze meses, o que pode minguar a entrada de novos jovens. Entidades como o Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) e o Sinait (sindicato que representa os auditores fiscais do trabalho) afirmam que o governo tenta enfraquecer o conceito de aprendizagem no Brasil. Pelos cálculos do Sinait, mais de 600 mil vagas do programa podem acabar em até três anos. Humberto Casagrande, presidente do Ciee, afirma que os grupos contrários ao tema estão negociando com os deputados pela derrubada da medida provisória. “Esse pessoal que é contra os aprendizes não consegue revogar a lei de uma vez só. Então, eles fazem técnicas de guerrilha que vão matando vagas”, diz Casagrande. Havia um acordo entre o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e a deputada e relatora da MP, Celina Leão (PP-DF), para retirar todos os artigos que tratavam da condição dos jovens, porém, na semana passada, o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), derrubou o acordo e pediu a votação integral do texto.


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